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3 mentiras que os hotéis contam sobre acessibilidade

Atualizado: 20 de mai.


Falar de acessibilidade no turismo não é só falar de conforto. É também falar de direito garantido por lei.

No Brasil, a acessibilidade é assegurada pela Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), que determina que meios de hospedagem devem ser acessíveis em edificações, mobiliário, comunicação e atendimento. Além disso, existe a ABNT NBR 9050, que define as medidas técnicas para que um espaço seja realmente utilizável por pessoas com deficiência. Ou seja: não é opinião, é norma.

Mesmo assim, ainda encontramos muitas promessas que não se sustentam na prática.


Se você é uma pessoa com deficiência e já reservou um hotel “100% acessível” que na prática parecia um episódio de sobrevivência… respira. Você não está sozinho.

A verdade é que acessibilidade virou palavra de marketing, mas nem sempre significa acessibilidade real. Então hoje a Includo veio fazer o que a gente faz de melhor: falar a verdade sem filtro, e com bom humor.


1. “Temos quarto adaptado”


Na verdade o que acontece na maioria das vezes é: colocaram uma barra no banheiro e acharam que estava resolvido. mas, ironicamente, esqueceram dos problemas mais comuns...

  • Porta estreita

  • Cama alta demais

  • Sem espaço de giro para cadeira de rodas

Planta baixa de um apartamento com áreas destacadas em amarelo indicando espaços de circulação e manobra para cadeira de rodas. Alguns ambientes apresentam marcações com “X” em vermelho apontando inadequações de acessibilidade, enquanto um quarto possui marcação com check verde indicando conformidade. Há medidas de largura, portas, banheiros, cozinha, sala de jantar e dormitórios com indicação de espaços de giro.
Crédito: ResearchGate by Débora Yoshida

2. “Atendemos todos os públicos”


Muitos hotéis estão mais preocupados com a acessibilidade física do que técnica. A LBI (Lei Brasileira de Inclusão) determina acessibilidade também na comunicação e no atendimento.


Mas ninguém realmente sabe:

  • como guiar uma pessoa cega

  • como falar com uma pessoa surda

  • como oferecer comunicação acessível

Com isso, esquecem de treinar a equipe adequadamente. É sempre importante lembrar de que a acessibilidade é humana não só arquitetônica.


3. “Temos experiências inclusivas”


Mesmo quando a hospedagem é possível, as atividades oferecidas pelo hotel, como recreação, eventos ou passeios, raramente consideram diferentes perfis de deficiência.


  • Ambientes com excesso de estímulos sensoriais podem ser inadequados para pessoas autistas

  • Atividades sem audiodescrição excluem hóspedes cegos

  • Instruções complexas dificultam a participação de pessoas com deficiência intelectual.


Turismo inclusivo significa participação efetiva nas experiências, com mediação acessível, explicações claras e opções adaptadas quando necessário.


E agora?


Acessibilidade de verdade é quando a viagem acontece com autonomia, segurança e tranquilidade do começo ao fim.

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E se precisa de ajuda para planejar sua próxima viagem acessível, escolher hotel, destino ou entender o que realmente atende às suas necessidades, fale com a nossa equipe e conheça a nossa consultoria especializada em acessibilidade.


Na Includo, transformamos informação em viagem possível. E nunca pense em desistir de um sonho: ele sempre é possível.

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