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- Brasil nas Paralimpíadas: Uma Jornada de Superação e Excelência Esportiva
O Brasil tem construído uma trajetória inspiradora nos Jogos Paralímpicos, marcada por conquistas, evolução e histórias de superação que emocionam o mundo. Desde sua estreia em 1972, em Heidelberg, na Alemanha Ocidental, o país tem se consolidado como uma potência paralímpica, com atletas que desafiam limites e redefinem o conceito de excelência esportiva. Fonte: Globo Esporte - Foto: Alê Cabral/CPB A criação do Comitê Paralímpico Brasileiro, em 1995, foi um divisor de águas. A partir daí, o país passou a investir de forma mais estruturada no desenvolvimento de atletas com deficiência, oferecendo centros de treinamento especializados, apoio técnico e psicológico, além de programas de base que revelaram talentos em diversas modalidades. Os resultados começaram a aparecer com mais força a partir dos Jogos de Atenas, em 2004, e se consolidaram nas edições seguintes, com o Brasil figurando entre os dez primeiros colocados no quadro de medalhas. Entre os nomes que marcaram essa história está Daniel Dias, o maior medalhista paralímpico brasileiro, com 27 medalhas na natação. Sua trajetória é símbolo de perseverança e excelência, inspirando milhares de pessoas dentro e fora das piscinas. Outros atletas como Terezinha Guilhermina, Alana Maldonado e Ricardo Alves também deixaram sua marca, mostrando que o esporte paralímpico brasileiro é diverso, competitivo e cheio de histórias emocionantes. Fonte: Guia de Rodas As modalidades que mais renderam medalhas ao Brasil são o atletismo e a natação, mas o país também brilha no judô, no tênis de mesa e no futebol de 5, onde é referência mundial. A paixão pelo esporte, combinada com o espírito de superação dos atletas, faz com que cada edição das Paralimpíadas seja uma celebração da capacidade humana de vencer desafios. As Paralimpíadas não são apenas sobre medalhas, são sobre resiliência, inclusão e o poder transformador do esporte. O Brasil, com sua garra e talento, segue escrevendo capítulos memoráveis nessa história.
- Quando o cinema dá voz e espaço à diversidade
O cinema tem o poder de emocionar, inspirar e fazer refletir. E quando ele traz para o centro da narrativa pessoas com deficiência mostrando suas vivências de forma autêntica, sem estereótipos a arte se transforma também em ferramenta de inclusão. Nos últimos anos, produções de diferentes países vêm mostrando que a representatividade importa, e muito, tanto para quem se vê nas telas quanto para quem aprende a enxergar o mundo de outra forma. Entre os exemplos mais marcantes está O Som do Silêncio (2019), que conta a história de um baterista que perde a audição e precisa se redescobrir. O filme foi elogiado pela atuação de Riz Ahmed e pelo uso de atores surdos, além de trazer o espectador para dentro da experiência sonora de quem vive a surdez. Já Intocáveis (2011), sucesso francês baseado em uma história real, mostra de forma sensível e divertida a amizade entre um homem tetraplégico e seu cuidador, fugindo do tom de “coitadismo” e destacando a autonomia e a leveza da convivência. O Som do Silêncio O cinema brasileiro também tem dado passos importantes nesse tema, mostrando que a inclusão nas telas é possível e necessária. O longa Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014), de Daniel Ribeiro, é um marco nesse sentido: ao retratar a deficiência visual de forma natural, o filme aborda temas como a adolescência, o amor e a descoberta da autonomia sem cair em estereótipos ou exageros dramáticos. A deficiência do protagonista, Leonardo, é parte da narrativa, mas não define quem ele é — e essa naturalidade torna o filme ainda mais poderoso. Outras produções nacionais também vêm contribuindo para essa mudança de olhar. A Última Floresta (2021), embora centrado nas lutas dos povos indígenas, inclui personagens com deficiência de maneira orgânica, mostrando que a diversidade é uma realidade em todas as comunidades. Já Minha Irmã e Eu (2023), comédia estrelada por Ingrid Guimarães e Tatá Werneck, apresenta um personagem com deficiência de forma leve e respeitosa, reforçando que representatividade também pode estar presente em filmes populares. Esses exemplos mostram que o cinema brasileiro está, pouco a pouco, aprendendo a contar histórias mais plurais, nas quais pessoas com deficiência não aparecem apenas como coadjuvantes, mas como parte essencial da narrativa humana. Mas a importância dessas produções vai além da emoção que provocam. Quando pessoas com deficiência ocupam espaços de protagonismo nas telas, o impacto ultrapassa o entretenimento: cria-se um novo imaginário social, em que a deficiência deixa de ser vista como algo a ser superado e passa a ser compreendida como parte natural da diversidade humana. Essa mudança é poderosa porque desafia o capacitismo e estimula o público a refletir sobre acessibilidade, empatia e igualdade de oportunidades. Representar de forma verdadeira é, portanto, um ato político e transformador: é garantir que mais pessoas se sintam vistas, respeitadas e valorizadas.
- Você sabia? 5 invenções criadas por pessoas com deficiência que mudaram o mundo
De um sistema de escrita que revolucionou a educação a tecnologias que usamos todos os dias, muitas das maiores invenções da história nasceram de pessoas com deficiência. Essas mentes geniais transformaram suas próprias limitações em fonte de criatividade, mudando o rumo da tecnologia, da comunicação e da inclusão. Hoje, a Includo te convida a conhecer cinco invenções criadas por pessoas com deficiência que fizeram o mundo evoluir para todos. 1. O Sistema Braille – Louis Braille (cegueira) Louis Braille perdeu a visão aos 3 anos e, ainda adolescente, criou um método que mudaria a vida de milhões de pessoas cegas: o sistema Braille. Inspirado em um código militar de leitura tátil, ele desenvolveu um sistema de pontos em relevo que permite ler e escrever com as pontas dos dedos. Hoje, o Braille está presente em livros, elevadores, embalagens e até partituras musicais. Curiosidade: existe Braille até para expressões matemáticas e químicas. Crédito: Getty Images 2. O telefone – Alexander Graham Bell (família surda) Pouca gente sabe que o telefone nasceu de uma pesquisa voltada à acessibilidade. Alexander Graham Bell era filho de uma mãe surda e casado com uma mulher surda. Sua dedicação em ajudar pessoas com deficiência auditiva o levou a estudar como o som poderia ser transmitido por fios, e o resultado foi o telefone. Curiosidade: antes da invenção, Bell dava aulas de fala e leitura labial para surdos. 3. A cadeira de rodas motorizada – George Klein (poliomielite) Durante a Segunda Guerra Mundial, o engenheiro George Klein quis melhorar a vida de veteranos que haviam perdido a mobilidade. Assim nasceu a primeira cadeira de rodas elétrica, um marco de independência e liberdade para pessoas com deficiência física. Curiosidade: Klein também ajudou a projetar o trenó lunar da missão Apollo 15 da NASA. Fonte: https://news.engineering.utoronto.ca/maker-george-klein-first-electric-wheelchair/ 4. O leitor de tela – Jim Thatcher (cegueira parcial) Nos anos 1980, Jim Thatcher criou um dos primeiros leitores de tela, um software que transforma o conteúdo visual do computador em áudio. Essa invenção abriu as portas da tecnologia para pessoas cegas e é a base dos recursos que usamos até hoje, como o VoiceOver (Apple) e o TalkBack (Android). Curiosidade: o primeiro leitor de tela ocupava um disquete inteiro. 5. Teclados adaptados – Leslie Lemke (paralisia cerebral) Leslie Lemke, pianista com paralisia cerebral, inspirou o desenvolvimento de instrumentos e teclados adaptados para pessoas com limitações motoras. Sua habilidade em tocar de ouvido emocionou o mundo e incentivou engenheiros a criar sensores e dispositivos que hoje são usados não apenas na música, mas também em fisioterapia e videogames. Curiosidade: Leslie aprendeu a tocar Tchaikovsky de ouvido, sem nunca ter lido uma partitura. Crédito: wisconsinacademy.org Essas histórias mostram que a deficiência nunca foi sinônimo de limitação, e sim de inovação, resiliência e criatividade. Quando a sociedade investe em inclusão, todos ganham: novas ideias surgem, barreiras caem e o mundo se torna mais acessível e muito mais humano.
- Atende+: um passo importante para a mobilidade inclusiva
Em São Paulo, a acessibilidade sobre rodas tem nome: Atende+ . Criado pela SPTrans, o programa oferece transporte gratuito e porta a porta para pessoas com deficiência severa, surdocegueira ou autismo, garantindo autonomia, segurança e conforto no trajeto até consultas médicas, estudos, trabalho ou momentos de lazer. Créditos da imagem: Foto de sptrans.com.br Mais do que um serviço público, o Atende+ representa respeito e inclusão . Ele mostra que, quando a cidade pensa em acessibilidade, todos ganham: quem usa, quem acompanha e quem acredita em uma mobilidade realmente para todos. Créditos da imagem: Foto de https://grupocuidar.com.br Mas a pergunta que fica é: por que esse tipo de serviço ainda é tão raro no Brasil? Ter programas como o Atende+ em outras cidades e estados é fundamental para ampliar o direito de ir e vir das pessoas com deficiência, um direito básico que ainda encontra muitas barreiras físicas e sociais. Que tal apoiar e divulgar iniciativas como essa? Cada compartilhamento é um passo a mais rumo a um país mais acessível. Saiba mais em sptrans.com.br/atende .
- Acessibilidade no transporte público no Brasil
O transporte público é a solução mais acessível e inclusiva para a população, especialmente a de baixa renda e deveria ser um espaço capaz de garantir o direito de ir e vir de todos os cidadãos com um mínimo de conforto. No entanto, no Brasil, essa realidade ainda está longe de ser verdade para muitas pessoas principalmente com deficiência. Apesar de avanços importantes nos últimos anos, a acessibilidade no transporte coletivo ainda enfrenta uma série de falhas estruturais, operacionais e de fiscalização que comprometem a autonomia e a dignidade dos usuários. turismoadaptado.wordpress.com A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) determina que todos os serviços públicos , incluindo o transporte, devem ser acessíveis . Outras normas, como o Decreto nº 5.296/2004, detalham a obrigatoriedade de adaptações em veículos, terminais e calçadas. Mas, na prática, o cumprimento dessas regras é falha. Segundo o IBGE, apenas 20,7% dos municípios brasileiros possuíam, em 2020, uma frota de ônibus completamente adaptada para pessoas com deficiência. Enquanto isso, o Distrito Federal é uma exceção positiva, já que toda a sua frota de mais de 2.800 veículos já é acessível, conforme dados da Secretaria de Mobilidade. mobilidade.estadao.com.br Fora de Brasília, a realidade é outra, pois em diversas capitais e cidades médias, cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida relatam diariamente dificuldades no embarque por causa de plataformas elevatórias quebradas, rampas que não funcionam ou a falta de espaço dentro dos veículos por causa da superlotação . Em muitos casos, os equipamentos até existem, mas estão fora de uso por falta de manutenção preventiva . Há relatos de passageiros sendo deixados nos pontos ou obrigados a esperar o próximo ônibus, sem qualquer garantia de que conseguirão embarcar, transformando o que deveria ser uma rotina simples em uma experiência de frustração e exclusão. brasildefato.com.br Mais um dos problemas recorrentes no transporte público brasileiro é a falta de treinamento adequado de motoristas e cobradores para lidar com passageiros com deficiência. Muitos profissionais não sabem operar corretamente as plataformas elevatórias, auxiliar cadeirantes ou orientar pessoas com mobilidade reduzida de forma segura e respeitosa. Alguns dos caminhos que podem ser seguidos para a melhoria e asseguração, é fortalecer a fiscalização das empresas de transporte , garantindo que os ônibus adaptados estejam realmente em circulação e que os equipamentos passem por manutenção regular. Outro ponto essencial é a integração entre políticas de transporte e urbanismo — não adianta ter ônibus acessível se o ponto é inacessível. É necessário investir em calçadas padronizadas, rampas, sinalização tátil e paradas cobertas e seguras. E a capacitação dos profissionais . Motoristas, cobradores e atendentes precisam ser treinados para lidar com diferentes tipos de deficiência, respeitando o tempo e as necessidades de cada passageiro e saber como usar os recursos do transporte. Essa formação deve ir além do cumprimento de regras e alcançar o campo da empatia, algo que transforma a experiência de viagem para quem depende do transporte público. blogdaengenharia.com O transporte público acessível é mais do que um dever legal: é uma questão de justiça social. Quando uma cidade garante mobilidade plena a quem tem deficiência, ela se torna mais humana, eficiente e igualitária para todos. O Brasil tem leis sólidas e exemplos positivos, mas ainda falta transformar o texto legal em realidade nas ruas. Enquanto plataformas continuarem quebradas, terminais seguirem sem rampas e a indiferença permanecer no cotidiano, a promessa da acessibilidade continuará sendo apenas um discurso distante.
- As barreiras que realmente limitam: uma reflexão sobre o capacitismo
O capacitismo é uma forma de discriminação e preconceito que muitas vezes passa despercebido, porém tem um impacto profundo na vida de pessoas com deficiência. Ele pode se manifestar de diversas maneiras, mas uma principal manifestação é quando alguém com deficiência é tratada como incapaz ou diferente diante da sociedade . Assim como o racismo ou o machismo, o capacitismo é estrutural e está presente nas atitudes, nas piadas, nas políticas públicas e até na linguagem que usamos sem perceber. oglobo.globo.com Ser capacitista não significa apenas zombar ou excluir abertamente já que pode se revelar em gestos e frases aparentemente gentis em que tratamos PCDs de forma “especial” e como se fosse uma grande surpresa que consigam viver uma vida normal com deficiência. Frases como “você é um exemplo de superação”, “deve ser difícil viver assim” ou “que coragem sair sozinho” embora pareçam frases de reconhecimento ou admiração, são expressões que reforçam a ideia de que uma pessoa com deficiência é algo frágil que não pode ser independente ou não consegue viver uma vida normal. Pessoas com deficiência não precisam ser vistas como heróis ou exemplos de superação, mas sim como cidadãos com direitos, potencial e autonomia . todamateria.com.br Oque ninguém vê, é que o verdadeiro problema que as essas pessoas têm que enfrentar não são suas deficiência em si, mas sim as barreiras que a nossa sociedade, que ainda não é plenamente acessível, possuí. A falta de estruturas inclusivas e acessíveis também representa uma forma de capacitismo, pois evidencia que as pessoas com deficiência foram esquecidas e que nada foi planejado para garantir que elas pudessem ter acesso, se comunicar ou se locomover de maneira autônoma. Ambientes sem rampas, calçadas irregulares, prédios sem elevadores acessíveis, sites sem leitores de tela, ausência de intérpretes de Libras e falta de sinalização tátil são exemplos claros de exclusão e isso, por si só, é uma forma de discriminação. Combater o capacitismo exige primeiramente a tomada de mudanças em nós mesmo. É necessário repensar a forma como falamos, agimos e projetamos os espaços que compartilhamos. Isso inclui promover acessibilidade física, comunicacional e atitudinal em todos os ambientes, como na escola, local de trabalho, no transporte público e no turismo. Mais do que adaptar estruturas, é preciso transformar mentalidades e reconhecer que a deficiência não deve ser vista como o principal problema, porque o que torna maior o desafio é a falta de acessibilidade, o preconceito e a exclusão social. Falar sobre capacitismo é dar visibilidade a um tema que ainda é pouco discutido, mas essencial . É um convite à reflexão: será que nossas atitudes realmente promovem a inclusão? Garantir acessibilidade e respeito não é um gesto de caridade, é um ato de justiça e humanidade . Quando deixamos de enxergar a deficiência como um problema e passamos a valorizar a diversidade, caminhamos rumo a uma sociedade mais empática, igualitária e verdadeiramente acessível.
- Localização do Mês: Beto Carrero World – Halloween em Santa Catarina
Outubro é o mês do Halloween, e o Beto Carrero World, em Santa Catarina, se transforma em um verdadeiro universo de aventura e magia. Mas o que torna esse destino ainda mais especial é o compromisso com a inclusão, garantindo que pessoas com diferentes tipos de deficiência possam se divertir com segurança e conforto. Halloween inclusivo Durante o mês, o parque recebe decorações temáticas, shows, casas assombradas e personagens fantasiados, criando experiências únicas para crianças, jovens e adultos. Mas o Beto Carrero World vai além: todas as atrações principais têm opções de acessibilidade, permitindo que todos participem da magia do Halloween sem limitações. Créditos da imagem: Foto de @BetoCarrero publicada no X/Twitter. Acessibilidade em primeiro lugar A Includo destaca os recursos de inclusão que fazem do parque uma opção completa: Cadeiras de rodas disponíveis para aluguel , facilitando a locomoção por todo o parque. Rampas e caminhos adaptados , garantindo que atrações, restaurantes e lojas sejam acessíveis a todos. Banheiros acessíveis estrategicamente distribuídos. Estacionamento prioritário próximo à entrada. Apoio especializado para pessoas com deficiência visual e auditiva, mediante solicitação. Esses recursos permitem que famílias, grupos de amigos ou visitantes individuais tenham uma experiência segura, divertida e inclusiva , sem precisar abrir mão das principais atrações. Dicas para aproveitar melhor Consulte o mapa de acessibilidade do parque antes de planejar o percurso. Chegue cedo para garantir acesso facilitado às atrações mais populares. Explore as áreas temáticas e shows , que são planejados para envolver todos os visitantes. No Beto Carrero World, o Halloween é para todos. A diversão, os sustos leves e a magia do parque podem ser aproveitados por quem busca experiências inesquecíveis, sem barreiras.
- Viajar é para todos: A importância do turismo acessível no mundo de hoje
Quando falamos em turismo acessível, muitas pessoas ainda associam o tema exclusivamente a pessoas com deficiência motora. Porém, a acessibilidade vai muito além: ela beneficia também pessoas com deficiência auditiva, visual ou intelectual, além de idosos, gestantes e qualquer pessoa que, em algum momento, precise de mais apoio, segurança e conforto para viajar. (Foto: reprodução/ https://fotografia.folha.uol.com.br/ ) A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência , da ONU, reforça que o acesso ao lazer e à cultura é parte fundamental da cidadania. No turismo, isso significa garantir que hotéis, transportes e atrações sejam pensados para atender diferentes necessidades e proporcionar experiências sem barreiras. Na prática, entretanto, ainda existem desafios significativos. Hotéis sem quartos adaptados, transportes inadequados e atrações turísticas sem estrutura limitam a liberdade de ir e vir de milhões de pessoas. De acordo com o último censo do IBGE , mais de 18 milhões de brasileiros declararam ter algum tipo de deficiência — um público que muitas vezes se vê impedido de exercer um direito básico: o de viajar. (Foto: reprodução/ nascenteazul.com.br ) Além de promover inclusão, a acessibilidade também fortalece o turismo e movimenta a economia. Um destino adaptado atrai não apenas viajantes com deficiência, mas também seus familiares e amigos, aumentando o fluxo de visitantes. Segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT) , o turismo acessível é hoje um dos segmentos que mais crescem no mundo, justamente porque atende a um público historicamente negligenciado. Investir em acessibilidade é, portanto, sinônimo de visibilidade, reputação e competitividade. É importante lembrar que acessibilidade não se resume à infraestrutura. Não basta apenas ter rampas ou elevadores, é preciso adotar uma nova mentalidade. O turismo acessível começa quando entendemos que inclusão é cidadania, não caridade . Todos temos direitos iguais, e quanto mais trabalharmos juntos para garantir as mesmas oportunidades, mais pessoas poderão viver experiências únicas e inesquecíveis que as viagens proporcionam.
- Acessibilidade na Beleza: Rare Beauty Mostra Que Inovação e Inclusão Podem Andar Juntas
A indústria da beleza há anos se dedica a criar embalagens sofisticadas e fragrâncias marcantes. Mas quando o assunto é acessibilidade, poucos produtos realmente atendem às necessidades de quem vive com mobilidade reduzida ou dificuldades motoras. Foi nesse cenário que a Rare Beauty, marca fundada por Selena Gomez, lançou o Rare Eau de Parfum, um perfume que não é apenas mais um lançamento, é um marco na inclusão dentro da perfumaria. Foto: Selena Gomez (Reprodução/Instagram) Por que acessibilidade nos cosméticos importa Aplicar um perfume, passar batom ou abrir um creme são gestos que parecem simples, mas para muitas pessoas podem ser um desafio diário. Embalagens duras, tampas pequenas e sprays que exigem força e precisão excluem silenciosamente parte do público consumidor. A acessibilidade nos cosméticos não é um luxo ou um diferencial de marketing, é uma questão de direito ao cuidado pessoal com autonomia e dignidade. O frasco que muda a experiência O Rare Eau de Parfum foi desenvolvido em parceria com terapeutas ocupacionais e engenheiros especializados para garantir facilidade de uso. O frasco possui formato ergonômico, maior aderência e uma bomba oversized que pode ser acionada com apenas uma mão. Em testes, mais de 90% dos participantes com dificuldades nos membros superiores relataram que conseguiam usar o perfume de forma independente. Foto: Perfume da Selena Gomez e balms (Reprodução/Instagram) Inclusão que inspira Selena Gomez, que vive com lúpus e já enfrentou suas próprias limitações físicas, usou sua experiência para guiar o design do produto. O resultado é um perfume que não apenas tem uma fragrância envolvente, mas também transmite uma mensagem clara: beleza é para todos. Quando marcas incorporam a acessibilidade desde a concepção do produto, elas ampliam seu impacto social e redefinem o que significa inovar no mercado. Um chamado para toda a indústria O exemplo da Rare Beauty abre espaço para uma reflexão urgente: se é possível criar um perfume funcional para todos, por que não aplicar o mesmo cuidado a todos os cosméticos? Embalagens adaptadas, formatos intuitivos e design inclusivo não deveriam ser exceção, mas padrão. Afinal, acessibilidade não é tendência, é um compromisso permanente com a inclusão.
- Big Ocean: O grupo de K-pop que está quebrando barreiras com música e inclusão
O universo do K-pop é conhecido por sua estética impecável, coreografias intensas e padrões muitas vezes rígidos de beleza e performance. Mas em meio a esse cenário, surgiu o Big Ocean, um grupo que não apenas desafia esses padrões, mas os redefine com coragem, talento e representatividade. (Créditos: Parastar Entertainment/Divulgação) Quem são os integrantes do Big Ocean? Formado por Park Hyunjin (PJ), Lee Chanyeon e Kim Jiseok, o Big Ocean é o primeiro grupo de K-pop composto exclusivamente por idols com deficiência auditiva. Cada membro tem uma história de superação: PJ perdeu parte da audição ainda na infância e usa implante coclear e aparelho auditivo. Chanyeon também passou por cirurgia para implante coclear após perder a audição aos 11 anos. Jiseok , o mais jovem, nasceu com deficiência auditiva e usa aparelhos auditivos. Apesar das limitações auditivas, eles se comunicam com o mundo por meio da música, dança e linguagem de sinais, uma combinação que eles chamam de “free soul pop”. Superando barreiras na indústria A estreia do grupo aconteceu em 20 de abril de 2024, no Dia Nacional da Pessoa com Deficiência na Coreia do Sul, um gesto simbólico que já dizia muito sobre sua missão. Desde então, eles lançaram músicas como “Glow”, “Flow” e “Slow”, todas acompanhadas por videoclipes que incluem interpretação em linguagem de sinais. A indústria do entretenimento sul-coreano é notoriamente exigente, e a inclusão de artistas com deficiência auditiva parecia, até então, um sonho distante. Mas o Big Ocean provou que talento e expressão vão muito além da audição. Eles não apenas cantam e dançam, eles sentem a música e a compartilham com o mundo de forma visual, emocional e acessível. (Créditos: Parastar Entertainment/Divulgação) Impacto e reconhecimento O impacto do Big Ocean foi imediato. Em setembro de 2024, foram nomeados “Rookie of the Month” pela Billboard Korea, um reconhecimento não só pelo talento, mas pela importância cultural e social de sua presença na indústria. Além disso, o grupo realizou turnês internacionais, incluindo Brasil, Europa e Estados Unidos, levando sua mensagem de inclusão e empatia para fãs ao redor do mundo. Mais que música: uma nova linguagem Como disse Chanyeon, “Para nós, a linguagem de sinais não é apenas um elemento, é o coração da nossa performance”. O Big Ocean não está apenas fazendo música. Eles estão criando uma nova forma de arte, onde cada gesto, cada expressão e cada movimento carrega significado. O Big Ocean é prova viva de que os padrões existem para serem desafiados. Eles não apenas conquistaram espaço em uma indústria que parecia inacessível, eles abriram caminho para que outros artistas com deficiência possam sonhar também.
- O papel essencial das bengalas na vida das pessoas com deficiência visual
A bengala é muito mais do que um simples apoio: ela representa independência, mobilidade e segurança para milhões de pessoas com deficiência visual em todo o mundo. Mas o que muita gente não sabe é que, além da função prática, a bengala também funciona como um símbolo social de comunicação. Suas cores trazem mensagens importantes sobre a condição visual de quem a utiliza, ajudando a sociedade a compreender melhor as necessidades de cada pessoa e a oferecer apoio da forma correta. Créditos: Revista Nova Imagem A tradicional bengala branca é reconhecida mundialmente por identificar pessoas totalmente cegas, comunicando à sociedade a necessidade de atenção e ajuda redobrada. Já a bengala verde é utilizada por pessoas com baixa visão, ou seja, que ainda possuem algum resíduo visual, mas enfrentam grandes limitações no dia a dia. Essa diferenciação é importante porque, muitas vezes, quem enxerga parcialmente não é compreendido como pessoa com deficiência, e a cor da bengala ajuda a esclarecer essa condição. Por fim, a bengala branca com faixas vermelhas sinaliza a surdocegueira, é uma condição que resulta na perda da audição e da visão, total ou parcial , em diferentes graus e que exige ainda mais cuidado na comunicação e no apoio oferecido. Créditos: Revista Nova Imagem Além da cor, existem diferentes modelos de bengala, como a longa, usada para orientação e mobilidade; a dobrável, prática para transporte; a de identificação, mais leve e destinada apenas a sinalizar a deficiência; e a de apoio, que auxilia também no equilíbrio físico. Na hora de escolher, fatores como altura, material, empunhadura e tipo de ponta fazem toda a diferença para o conforto e a eficácia no dia a dia. Nos últimos anos, também surgiram inovações como a bengala eletrônica, equipada com sensores que detectam obstáculos e emitem alertas por vibração. Essa tecnologia não substitui as bengalas tradicionais, mas oferece ainda mais segurança em ambientes desconhecidos ou com muitos obstáculos. Créditos: Mega Pontes Quando reconhecemos os significados podemos ajudar da maneira correta cada pessoas sem invadir o espaço e oferecer apoio apenas quando solicitado, tornando a sociedade mais inclusiva. As cores e os diferentes tipos de bengalas são mais do que detalhes: são um código de comunicação que abre caminhos, fortalece a autonomia e derruba barreiras.
- Cordões de Identificação: Um símbolo de acessibilidade e respeito
Os cordões de identificação estão cada vez mais presentes em espaços públicos, como supermercados, aeroportos e eventos culturais. Eles são um recurso simples, mas poderoso, para promover inclusão, empatia e acessibilidade. Muitas deficiências são invisíveis a olho nu, e o uso desses cordões evita que a pessoa precise se explicar a todo momento, além de facilitar o acolhimento em situações de atendimento, deslocamento ou socialização. O significado de cada cordão 🌻 Cordão Girassol – Deficiência oculta 🔵 Cordão Azul – Pessoa com autismo (TEA) 🟣 Cordão Roxo – Epilepsia 🟡 Cordão Amarelo – Deficiência intelectual ou múltipla 🔴 Cordão Vermelho – Dificuldades de comunicação 🟢 Cordão Verde – Ansiedade 🟠 Cordão Laranja – TDAH 🌸 Cordão Rosa – Sensibilidade sensorial aumentada Símbolos que também representam a neurodiversidade Além dos cordões, existem símbolos visuais que ajudam a dar visibilidade às diferentes condições: Quebra-cabeça (puzzle) – Tradicionalmente associado ao TEA (Transtorno do Espectro Autista). É um dos símbolos mais conhecidos, embora hoje em dia algumas pessoas da comunidade autista prefiram outros ícones. Infinito colorido – Representa a neurodiversidade como um todo, valorizando a pluralidade de mentes e mostrando que não há um “modelo único” de ser ou pensar. Esses recursos de identificação não são apenas visuais: eles carregam uma mensagem de empatia, respeito e inclusão. Servem para lembrar que cada pessoa tem necessidades e formas de viver diferentes, e que reconhecer isso é o primeiro passo para construir uma sociedade mais acessível. Na Includo, acreditamos que inclusão está nos detalhes. Os cordões, os símbolos e as cores são pequenas ferramentas que abrem espaço para diálogos maiores sobre diversidade e acolhimento.
- Frida Kahlo: Arte, Cores e Acessibilidade
Frida Kahlo é um dos maiores ícones do México e do mundo. Suas pinturas cheias de cores, símbolos e emoção contam sua própria história de dor, resistência e criatividade. O que muita gente não sabe é que Frida também é um símbolo de acessibilidade. Desde criança ela teve poliomielite, e depois de um acidente de ônibus aos 18 anos passou a viver com fortes limitações físicas. Mesmo assim, ela transformou sua casa em ateliê e adaptou a forma de pintar, usando suportes e técnicas para continuar produzindo suas obras. Frida Kahlo Hoje, sua antiga residência, a famosa Casa Azul na Cidade do México, virou o Museu Frida Kahlo, e é um dos pontos turísticos mais visitados do país. A curiosidade é que o espaço foi adaptado para receber pessoas com deficiência: há rampas de acesso, áreas com sinalização tátil e até recursos audiovisuais para pessoas com deficiência visual e auditiva. Ou seja, visitar a Casa Azul é não só mergulhar na vida de Frida, mas também experimentar um espaço cultural que reconhece a importância da inclusão. Imagem via tripadvisor.com.br Frida deixou um legado que vai muito além da arte: ela mostrou que acessibilidade é também criar caminhos para que todos possam viver, sentir e se expressar.
- Jalapão em Setembro: Natureza, Aventura e Inclusão para Todos
Setembro é o mês ideal para explorar o Jalapão, no Tocantins. Com clima seco, céu limpo e temperaturas amenas, a região se revela verdadeiramente: dunas douradas, fervedouros de águas cristalinas, cachoeiras e paisagens de tirar o fôlego. Mas o que torna esse destino ainda mais especial é o esforço crescente para torná-lo acessível a todos. Imagem de pedromoraesphotos via Depositphotos.com Aventura com mobilidade garantida Logo na chegada, o visitante percebe que o Jalapão está se transformando em um exemplo de turismo inclusivo. As agências locais têm investido em veículos 4x4 adaptados com plataformas elevatórias, permitindo que cadeirantes possam acessar com segurança os principais atrativos, como a Cachoeira da Velha e a Prainha do Rio Novo. Nessas áreas, rampas e passarelas foram instaladas para facilitar o deslocamento, e os banheiros adaptados garantem conforto durante os passeios. Fervedouros : flutuar com autonomia e segurança Nos fervedouros, fenômenos naturais onde é impossível afundar, a experiência é cuidadosamente planejada para todos. Guias treinados em audiodescrição acompanham pessoas com deficiência visual, descrevendo com riqueza de detalhes a vegetação ao redor, a sensação da água borbulhante e os sons da natureza. Em locais como o Fervedouro do Ceiça, há apoio de monitores especializados que auxiliam na entrada e permanência na água, garantindo segurança e autonomia. Imagem de pedromoraesphotos via Depositphotos.com Trilhas e mirantes com acessibilidade sensorial: A trilha até a famosa Duna do Jalapão foi parcialmente adaptada com sinalização tátil e cordas-guia, permitindo que pessoas com baixa visão possam sentir o terreno e se orientar com mais facilidade. Para quem tem deficiência auditiva, os guias que dominam Libras tornam a visita muito mais rica. Durante o pôr do sol nas dunas, é comum ver rodas de conversa com intérpretes, onde se compartilham histórias sobre o cerrado, a cultura quilombola e a formação geológica da região. Hospedagem acolhedora e experiências inclusivas : A cidade de Mateiros, uma das bases para explorar o Jalapão, também tem se destacado por sua hospitalidade inclusiva. Pousadas como a Encantos do Jalapão oferecem quartos adaptados e ambientes tranquilos, ideais para pessoas com deficiência intelectual. Os funcionários são treinados para oferecer atendimento personalizado, respeitando o tempo e as necessidades de cada hóspede. Atividades como oficinas de capim-dourado, muito populares na região, são conduzidas de forma lúdica e acessível, permitindo que todos participem e aprendam sobre essa arte tradicional. Fonte: Korubo Safari Camp Jalapão – korubo.com.br Mirante acessível para todos os sentidos : No Mirante da Serra do Espírito Santo, onde a vista panorâmica do cerrado emociona qualquer visitante, há espaços delimitados e seguros para cadeiras de rodas, além de placas com QR codes que levam a vídeos em Libras e descrições em áudio. Um destino que celebra a diversidade Visitar o Jalapão em agosto é mais do que uma viagem, é uma celebração da natureza e da inclusão. É a prova de que o turismo pode e deve ser para todos. E quando cada pessoa, independentemente de suas limitações, pode sentir o vento nas dunas, ouvir o som das cachoeiras ou mergulhar num fervedouro, o cerrado se torna ainda mais grandioso.













