Beto Carrero World surpreende mais uma vez...
- Camila Olivieri

- 30 de abr.
- 3 min de leitura
Um vídeo publicado recentemente no Instagram da Includo chamou a atenção ao registrar um momento de inclusão durante um espetáculo ao vivo. A cena, simples à primeira vista, evidencia como pequenas atitudes podem transformar completamente a experiência de pessoas com deficiência.
O registro foi feito durante uma apresentação inspirada em Madagascar, no Beto Carrero World. Durante o show, o mascote Rei Julien interage com o público, mas, ao perceber a presença de uma criança com deficiência visual, a dinâmica muda.
Assista ao vídeo
O momento foi compartilhado nas redes sociais da Includo e rapidamente gerou engajamento pela sensibilidade da situação.
Quem é Davi

A criança que aparece no vídeo é Davi, que compartilha parte de sua rotina no perfil @daviovencedor.
Ele foi diagnosticado com Doença de Batten, uma condição neurodegenerativa rara que pode causar perda progressiva da visão e comprometimento motor.
Segundo informações divulgadas pela Revista Crescer, e também com conteúdo exibido pela TV Globo e disponível no Globoplay, os primeiros sinais surgiram por volta dos 5 anos, quando Davi começou a apresentar dificuldades para distinguir cores e mudanças no comportamento visual.
Após passar por diversos especialistas, o diagnóstico foi confirmado após um período de investigação, trazendo novos desafios para toda a família.
Uma experiência além do visual
Durante o espetáculo, ao ser informado sobre a deficiência visual de Davi, o personagem se aproxima e permite uma interação diferente da convencional.
A criança é incentivada a explorar o rosto e o figurino do mascote por meio do toque, recurso essencial para a percepção de pessoas com deficiência visual.
A partir desse momento, a experiência deixa de ser exclusivamente visual e passa a incorporar elementos sensoriais, tornando-se mais acessível.
Acessibilidade na prática
O episódio reforça a importância de pensar a acessibilidade para além das estruturas físicas. Em ambientes como parques temáticos e apresentações ao vivo, a experiência costuma ser centrada na visão, o que pode limitar a participação de pessoas com deficiência visual.
A interação registrada no vídeo demonstra como adaptações simples podem promover inclusão efetiva, como o uso do tato, a adaptação em tempo real e a atenção às necessidades específicas do público.
Um destino que já vinha dando sinais

Esse não é o primeiro indicativo de que o Beto Carrero World tem avançado no tema da acessibilidade.
Em uma matéria anterior da Includo, o parque já havia sido destacado como um destino de turismo acessível, especialmente durante a temporada de Halloween, quando adaptações estruturais e operacionais permitem que pessoas com diferentes tipos de deficiência aproveitem as atrações com mais autonomia. Essas iniciativas demonstram um avanço importante na acessibilidade estrutural.
O que o momento vivido por Davi acrescenta a esse cenário é outro nível de inclusão: a experiência humana.
Reflexões para o turismo e entretenimento
Se antes o parque já demonstrava preparo em infraestrutura, agora o que se observa é a aplicação prática da acessibilidade no atendimento, algo que, muitas vezes, é o maior desafio no setor.
Casos como esse evidenciam a necessidade de ampliar o debate sobre acessibilidade no turismo e entretenimento.
A adoção de práticas como audiodescrição, interações táteis planejadas e treinamento de equipes pode contribuir para tornar esses espaços mais acessíveis a diferentes públicos.
O jeito Includo de ser
Mais do que relatar um momento emocionante, esse vídeo representa algo que está no centro do que acreditamos na Includo. Inclusão não é sobre grandes discursos, é sobre prática. É perceber quando alguém precisa de uma experiência diferente e ter disposição para adaptar. É entender que acessibilidade não é um extra, mas parte essencial de qualquer vivência. E, principalmente, é garantir que ninguém fique de fora.
O que aconteceu com Davi mostra exatamente isso: quando existe atenção, empatia e ação, a inclusão deixa de ser exceção.
E passa a ser o padrão.
Esse é o #JeitoIncludoDeSer.
Inclusão como experiência completa
O vídeo publicado pela Includo destaca que inclusão não se limita ao acesso físico aos espaços, mas envolve a possibilidade de vivenciar experiências de forma plena.
Ao adaptar a interação durante o espetáculo, o momento permitiu que Davi participasse ativamente da atividade, não apenas como espectador, mas como protagonista da experiência.

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