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Beto Carrero World surpreende mais uma vez...

Um vídeo publicado recentemente no Instagram da Includo chamou a atenção ao registrar um momento de inclusão durante um espetáculo ao vivo. A cena, simples à primeira vista, evidencia como pequenas atitudes podem transformar completamente a experiência de pessoas com deficiência.

O registro foi feito durante uma apresentação inspirada em Madagascar, no Beto Carrero World. Durante o show, o mascote Rei Julien interage com o público, mas, ao perceber a presença de uma criança com deficiência visual, a dinâmica muda.


Assista ao vídeo


O momento foi compartilhado nas redes sociais da Includo e rapidamente gerou engajamento pela sensibilidade da situação.


Quem é Davi

Menino sorrindo segura bola branca com manchas azuis escrita "Nedel Blind Football". Ele está sentado em um ambiente interno.
Créditos: @Daviovencedor

A criança que aparece no vídeo é Davi, que compartilha parte de sua rotina no perfil @daviovencedor.

Ele foi diagnosticado com Doença de Batten, uma condição neurodegenerativa rara que pode causar perda progressiva da visão e comprometimento motor.

Segundo informações divulgadas pela Revista Crescer, e também com conteúdo exibido pela TV Globo e disponível no Globoplay, os primeiros sinais surgiram por volta dos 5 anos, quando Davi começou a apresentar dificuldades para distinguir cores e mudanças no comportamento visual.

Após passar por diversos especialistas, o diagnóstico foi confirmado após um período de investigação, trazendo novos desafios para toda a família.


Uma experiência além do visual


Durante o espetáculo, ao ser informado sobre a deficiência visual de Davi, o personagem se aproxima e permite uma interação diferente da convencional.

A criança é incentivada a explorar o rosto e o figurino do mascote por meio do toque, recurso essencial para a percepção de pessoas com deficiência visual.

A partir desse momento, a experiência deixa de ser exclusivamente visual e passa a incorporar elementos sensoriais, tornando-se mais acessível.


Acessibilidade na prática


O episódio reforça a importância de pensar a acessibilidade para além das estruturas físicas. Em ambientes como parques temáticos e apresentações ao vivo, a experiência costuma ser centrada na visão, o que pode limitar a participação de pessoas com deficiência visual.

A interação registrada no vídeo demonstra como adaptações simples podem promover inclusão efetiva, como o uso do tato, a adaptação em tempo real e a atenção às necessidades específicas do público.


Um destino que já vinha dando sinais


Homem fantasiado posa sorrindo ao lado de criança em cadeira de rodas, ambos se divertindo. Fundo colorido de parque ao ar livre.
Créditos: (betocarrero.com.br)

Esse não é o primeiro indicativo de que o Beto Carrero World tem avançado no tema da acessibilidade.

Em uma matéria anterior da Includo, o parque já havia sido destacado como um destino de turismo acessível, especialmente durante a temporada de Halloween, quando adaptações estruturais e operacionais permitem que pessoas com diferentes tipos de deficiência aproveitem as atrações com mais autonomia. Essas iniciativas demonstram um avanço importante na acessibilidade estrutural.

O que o momento vivido por Davi acrescenta a esse cenário é outro nível de inclusão: a experiência humana.


Reflexões para o turismo e entretenimento


Se antes o parque já demonstrava preparo em infraestrutura, agora o que se observa é a aplicação prática da acessibilidade no atendimento, algo que, muitas vezes, é o maior desafio no setor.

Casos como esse evidenciam a necessidade de ampliar o debate sobre acessibilidade no turismo e entretenimento.

A adoção de práticas como audiodescrição, interações táteis planejadas e treinamento de equipes pode contribuir para tornar esses espaços mais acessíveis a diferentes públicos.


O jeito Includo de ser


Mais do que relatar um momento emocionante, esse vídeo representa algo que está no centro do que acreditamos na Includo. Inclusão não é sobre grandes discursos, é sobre prática. É perceber quando alguém precisa de uma experiência diferente e ter disposição para adaptar. É entender que acessibilidade não é um extra, mas parte essencial de qualquer vivência. E, principalmente, é garantir que ninguém fique de fora.

O que aconteceu com Davi mostra exatamente isso: quando existe atenção, empatia e ação, a inclusão deixa de ser exceção.

E passa a ser o padrão.


Inclusão como experiência completa


O vídeo publicado pela Includo destaca que inclusão não se limita ao acesso físico aos espaços, mas envolve a possibilidade de vivenciar experiências de forma plena.

Ao adaptar a interação durante o espetáculo, o momento permitiu que Davi participasse ativamente da atividade, não apenas como espectador, mas como protagonista da experiência.

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