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O papel essencial das bengalas na vida das pessoas com deficiência visual

Atualizado: 2 de out. de 2025

A bengala é muito mais do que um simples apoio: ela representa independência, mobilidade e segurança para milhões de pessoas com deficiência visual em todo o mundo. Mas o que muita gente não sabe é que, além da função prática, a bengala também funciona como um símbolo social de comunicação. Suas cores trazem mensagens importantes sobre a condição visual de quem a utiliza, ajudando a sociedade a compreender melhor as necessidades de cada pessoa e a oferecer apoio da forma correta.



Pessoa caminhando em uma estrada arborizada, utilizando uma bengala branca com faixas vermelhas, que é o símbolo de acessibilidade para pessoas com surdocegueira. A bengala está sendo usada para explorar o chão e auxiliar na locomoção. A pessoa veste calça jeans azul, tênis pretos e uma camiseta escura. O ambiente é um caminho pavimentado em meio a árvores, sugerindo um espaço ao ar livre, como um parque.
Créditos: Revista Nova Imagem

A tradicional bengala branca é reconhecida mundialmente por identificar pessoas totalmente cegas, comunicando à sociedade a necessidade de atenção e ajuda redobrada. Já a bengala verde é utilizada por pessoas com baixa visão, ou seja, que ainda possuem algum resíduo visual, mas enfrentam grandes limitações no dia a dia. Essa diferenciação é importante porque, muitas vezes, quem enxerga parcialmente não é compreendido como pessoa com deficiência, e a cor da bengala ajuda a esclarecer essa condição. Por fim, a bengala branca com faixas vermelhas sinaliza a surdocegueira, é uma condição que resulta na perda da audição e da visão, total ou parcial, em diferentes graus e que exige ainda mais cuidado na comunicação e no apoio oferecido.



Imagem ilustrativa mostrando três figuras humanas usando bengalas de cores diferentes. A primeira figura, sobre fundo azul, segura uma bengala branca e representa pessoas cegas. A segunda figura, sobre fundo verde, segura uma bengala verde e representa pessoas com baixa visão. A terceira figura, sobre fundo roxo, segura uma bengala vermelha e branca e representa pessoas surdocegas.
Créditos: Revista Nova Imagem

Além da cor, existem diferentes modelos de bengala, como a longa, usada para orientação e mobilidade; a dobrável, prática para transporte; a de identificação, mais leve e destinada apenas a sinalizar a deficiência; e a de apoio, que auxilia também no equilíbrio físico. Na hora de escolher, fatores como altura, material, empunhadura e tipo de ponta fazem toda a diferença para o conforto e a eficácia no dia a dia.


Nos últimos anos, também surgiram inovações como a bengala eletrônica, equipada com sensores que detectam obstáculos e emitem alertas por vibração. Essa tecnologia não substitui as bengalas tradicionais, mas oferece ainda mais segurança em ambientes desconhecidos ou com muitos obstáculos.



A imagem mostra três ilustrações de um homem com bengala eletrônica para pessoas com deficiência visual.  Na primeira, a bengala detecta obstáculos à frente no chão.  Na segunda, a bengala identifica um poste de luz.  Na terceira, a bengala percebe outro poste ao lado.  Abaixo, há um esquema mostrando os diferentes alcances do sensor: longo alcance (4 m), curto alcance (2 m) e 1,5 m. No canto inferior direito está o logotipo da empresa Mega Pontes, com o texto “Soluções em Tecnologia Acessível
Créditos: Mega Pontes

Quando reconhecemos os significados podemos ajudar da maneira correta cada pessoas sem invadir o espaço e oferecer apoio apenas quando solicitado, tornando a sociedade mais inclusiva. As cores e os diferentes tipos de bengalas são mais do que detalhes: são um código de comunicação que abre caminhos, fortalece a autonomia e derruba barreiras.

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